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Lições bíblicas-2º semestre-Lição 7

Dízimos e ofertas- Uma disciplina Abençoadora- Parte1

Essa é a revista bíblica usada nas escolas dominicais e o assunto na discusão do dia 18-05-08 tinha por título "Dízimos e ofertas- Uma disciplina Abençoadora". Resolvi debater o conteúdo da mesma por causa da ignorância do escritor em mostrar argumentos "fracos" e usar versículos fora de contexto que não fazem nem menção do dízimo. Primeiro quero expressar que é com pesar que sou obrigado a escrever essa matéria. Não quero de nenhuma maneira fazer você pensar que estou indo de frente aos pastores e dirigentes mas sim nesse ponte de discordância doutrinária. Nunca se esqueça que acima de tudo são servos de Deus.
Vemos logo no ínicio que a revista coloca aquele velho texto que todos já decoramos que é Malaquias 3.7-12. O estranho é que ninguém faz questão de fazer uma análise dessa passagem pois para todos (principalmente os nascidos no evangelho) ela nada tem de errado. Porém ela é muito clara em fazer menção de "estatutos","ofertas alçadas","maldição","toda nação","mantimento", "janelas do céu","devorador","fruto da terra","vide estéril" enfim, muita coisa alicerçada naquilo que aprendemos em que os dízimos são frutos do campo e animais e que fazem parte da lei que pertencia apenas para Israel. Não é um acaso estar escrito "Vós, toda a nação". Logo na introdução colocaram uma afirmação de J. Blanchard : "O dízimo não deve ser um teto em que paramos de contribuir, mas um piso a partir do qual començamos". Em outras palavras você sabe o que Blanchard quiz dizer? Que para o resto da vida você está endividado. Ou também que os pastores nunca se dão por satisfeitos pois mesmo que a igreja consiga estabilidade monetária ou que a igreja atinja sua meta (evangelizar o mundo) ainda estarão arrecadando. O escritor da revista ainda escreve que "não há como discordar do irmão Blanchard". Claro que não há como! Mesmo que ele quisesse não é verdade?
O escritor também diz que "infelizmente muitos são". Esses "muitos" são os que não se aderem à essa prática. Isso não é "infelizmente" e graças a Deus que "esses" são muitos! Na revista, o dízimo é chamado de disciplina espriritual. Você crê no dízimo? Se não crê você sabe que na igreja vai ser tratado como "indiciplinado" porque é assim que me tratam na igreja onde congrego.
Repare agora no absurdo que o escritor escreve pra os que não dão o dízimo: "longe estão de experimentar a bênção da mordomia cristã". Alguém até poderia usar de maldade e dizer que ele escreveu sobre mordomia no sentido de "ser rico" ou "bem de vida", porém mais à frente vemos que se trata de "ser mordomo" administrando as coisas de Deus. Agora eu gostaria de saber onde esse homem mora? na lua? Porque se eu der tudo que tenho como faziam os primeiros cristãos, e assim não dizimar, não estou administrando ou servindo os outros usando a mordomia cristã? Hironicamente falando até tem lógica o que ele escreveu pois todos os membros são mordomos e os beneficiados são os pastores que são os senhores dos mordomos. Sinto muito mas eu não sirvo para ser pastor pra ter receber dos fieis. É como um personagem de um filme que representava a igreja que disse: "Jogamos o dinheiro para o alto, o que ficar no alto é pra Deus e o que cair é nosso" (o visitante).

Todo cristão tem a obrigação de contribuir para a obra de Deus e isso inclui missões, ajuda aos fieis e se em comum acordo com os irmão dar um salário à aquele que o instrui (pastor,bispo e outros). Talvez agora você esteja pensando: "Como ele pode criticar os pastores de receber se ele mesmo diz apoiar que os pastores recebam?". Apóio que o pastor receba um salário justo, isso se ele não tiver condições de trabalhar e ministrar aos fieis. Muitos pastores evangelicos já provaram que é possível trabalhar e executar os serviços na igreja. Sabemos que é bíblico o obreiro receber pelo seu trabalho mas isso não é uma regra e aliás, lembre que o obreiro deve ser "dígno" de seu salário. O que acontece hoje é que esse salário citado na bíblia tornou-se em salárioS. Os pastores não querem se conter com pouco, mas enriquecem a custa dos fiéis. Se um pastor tem o desejo de ter um bom carro, ou dar uma mordomia melhor para a sua família, sugiro que ele trabalhe. Na cidade onde moro tem um pastor que vive muito bem de vida e que não recebe da igreja, porém ele admite que não tem como possuir o que queira sendo tirado dos irmãos. Talvez você pense que seja um pastor desses leigões para dizer tal coisa, mas saiba que ele se formou nos Estados Unidos e é alto conhecedor da bíblia e de como comportavam os cristãos primitivos. Saiba que mesmo ele sendo tão formado e com tantos diplomas, não soube rebater a questão do dízimo atual mas sim tentar colocar um dízimo meio "estranho" para sustento da igreja, que não seja baseado no bíblico. O pior é que se a pessoa não estiver bem ligada acaba caindo na lábia de nossos pastores porque não podemos negar que eles têem um poder de persuasão muito grande. Eu já vi dirigentes dizerem que uma pessoa que não dizima é porque não lê bíblia. Esse sim eu posso dizer que é um leigão afirmar tal coisa. Ele não faz idéia da complexidade que há nesse assunto. À algum tempo atrás em uma igreja na cidade de São Paulo o pastor comprou um carrão e sabe qual foi o seu argumento para os fiéis? Simplesmente disse: "Se eu não fosse pastor poderia ser engenheiro ou ser um homem muito próspero". Com isso ele está afirmando que não renunciou a vontade que tinha de ser rico e lamenta por isso. Lc 9:62 "...Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus".

Os verdadeiros nescessitados

As pessoas hoje em dia analisam a bíblia não considerando o tempo e as condições em que foram escritas as passagens. Jesus por exemplo, cita o obreiro e seu salário falando de "missionário" pois de que maneira seus discípulos poderiam sair para evangelizar e se alimentar e se vestir pois não lhes foram permitido nem levar dinheiro? Mt10:10 "nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de sandálias, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento". Considere agora isso à mais de 2000 anos atrás. Considere a nescessidade e os poucos recursos de evangelização. Uma viagem que hoje podemos fazer em 12 horas naquele tempo poderia levar muitos e muitos dias. Uma pessoa com uma vida tão inconstante que deixou família, bens e mordomias como não poderiam receber do evangelho? Seria pecado não lhe dar um justo salário! Mesmo considerando essas condições a igreja de Corínto e tessalônica reclamavam ou tinham cisma de serem explorados. Vejamos:

2 Co 12.14-18 " Eis que, pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado; pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos. Pois seja assim, eu não vos fui pesado; porém, sendo astuto, vos prendi com dolo. Porventura, vos explorei por intermédio de algum daqueles que vos enviei? Roguei a Tito e enviei com ele outro irmão; porventura, Tito vos explorou? Acaso, não temos andado no mesmo espírito? Não seguimos nas mesmas pisadas?"

2Ts 3.7-10 "pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós; não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes. Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma."

Perceberam agora por que receber do evangelho não é regra como vemos hoje em dia? Paulo é enfático em dizer: "...a fim de não sermos pesados a nenhum de vós; não porque não tivéssemos esse direito...". Paulo sabia perfeitamente que tinha direito de receber dos crentes de tessalônica porém também afirmou: "...por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes...". É impressionante como a direção das igrejas conseguem arrumar argumentos para tais passagens. O importante é que sabemos que Paulo trabalhava:

At 183 "E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar (Paulo) com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas"

Sabemos também que os pastores dizem ser tão humildes porém, vemos uma realidade diferente pois se fossem tão humildes porque não seguem o exemplo de Paulo? "oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes". O próprio apóstolo Paulo também da uma ordem imperativa:1 Co 11.1 "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.". Agora prestemos bastante atenção na passagem abaixo:

1Co 9.9-18 "Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi, quando pisa o trigo. Acaso, é com bois que Deus se preocupa? Ou é, seguramente, por nós que ele o diz? Certo que é por nós que está escrito; pois o que lavra cumpre fazê-lo com esperança; o que pisa o trigo faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devida. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais? Se outros participam desse direito sobre vós, não o temos nós em maior medida? Entretanto, não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; eu, porém, não me tenho servido de nenhuma destas coisas e não escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, antes que alguém me anule esta glória. Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! Se o faço de livre vontade, tenho galardão; mas, se constrangido, é, então, a responsabilidade de despenseiro(administrador) que me está confiada. Nesse caso, qual é o meu galardão? É que, evangelizando, proponha, de graça, o evangelho, para não me valer do direito que ele me dá" .

Acho que nem seria preciso comentarmos essa passagem. É tão claro quanto o dia. Paulo faz questão de citar as palavras de Jesus e dizer nunca venha a acontecer isso com ele (ganhar do evangelho). O apóstolo exemplar diz que preferia morrer do que receber e chama claramente isso de "glória". Ele afirma também que fazendo de livre vontade ou seja, sem se preocupar com o que lhe será oferecido, teria galardão. Concluimos então que não há galardão para os que ganham do evangelho pois a própria expressão "ganhar" já diz que receberam por aquilo, bem diferente de Paulo e grandes homens de Deus que trabalham ns suas vidas seculares e ainda prestam serviços a igreja. Esse é grande no reino de Deus. Lembram dos fariseus que gostavam de serem vistos pelos homens nas praças?

Mt 6.5 "E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão".

Escrevo isso na esperança de que no dia de ganharmos nosso galardão eu esteja errado. Espero que tenham um grande galardão pois afinal são meus irmãos também (ainda que dizem que não pois para eles sou ladrão também) e não podemos desejar o mau e sim que Deus ilumine o entendimento dos mesmos. Quero vos lembrar que galardão não é salvação. Salvação é graça imerecida enquanto que galardão é o mesmo que recompensa e depende de esforço e obras.

1 Co 3.8 "Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho."

Agora voltemos a revista e veremos que o escritor diz as ofertas e os dízimos não nos pertencem pois Deus é dono do ouro e da prata. Agora me respondam: "De que na nossa vida Deus não é dono?". Vou ter que renunciar até meu alimento e dá-lo ao pastor? Se eu tiver que dar tudo que tenho até parece que ia ser para pastores! é obvil que vai ser para aqueles que precisam de verdade. Isso levando em conta também que a porcentagem de pastores charlatões tem aumentado bruscamente! Jesus já havia falado sobre os "lobos" e Paulo afirma:

At 20.28-36 "Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um. Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à palavra da sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados. De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes; vós mesmos sabeis que estas mãos serviram para o que me era necessário a mim e aos que estavam comigo. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber. Tendo dito estas coisas, ajoelhando-se, orou com todos eles."

Mais uma vez Paulo afirmando o contrário do que dizem os pastores atuais. Essa passagem está em concordância com 2 Co 12.14 que diz: "...Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos". Usei esse texto pelo fato de Paulo dizer "...Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber". Nunca se esqueça que novamente Paulo afirma "De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes" justamente o contrário do que vemos em nossos dias.

Na revista diz: "dai a Deus o que é de Deus.". Nessa passagem veja o que disse Jesus Mc 12:17 "Disse-lhes, então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.". A passagem usada diz que dai a César o dinheiro e a Deus dai o que? a resposta está em Ap 7.12 "Dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém". Essa passagem dita por Jesus e citada por Paulo de uma maneira meio diferente, não diz respeito ao que e revista está querendo enfatizar Rm 13.7 "Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra." Nos fala de imposto para os homens e nada tem a ver com dar a Deus. Muitas vezes "dar a Deus" hoje em dia é você ver bispos e pastores andarem nos seus carrões.

Leiam esse texto e me digam onde entram os dízimos nessa passagem de 1Co 16.2 ? Nos diz o seguinte:

1Co 16.2 "No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for".

Ora; Esse texto é muito evidente que não se trata de dízimos e muito menos de dinheiro! Veja que ele manda que seja "separado em casa" mostrando que eram bens e alimentos dados como ofertas voluntárias e não "ofertas alçadas" .

Vejam mais uma vez como insistem em colocarem textos do novo testamento tentando mostrar que o dízimo era prática da igreja. Caso você não saiba é comprovado que de tanto você ficar exposto a uma série de ensinos assim, sua mente acaba interpretando o dízimo em passagens fora de contexto como essas passadas pela revista. É como a maioria dos cristãos da minha congregação: "É só o texto falar em dinheiro suas mentes já enfatizam o dízimo". A passagem de Atos está se referindo a venda de uma propriedade e seu valor foi entregue aos Apóstolos. NADA tem a vez com dízimos. O dizimo nunca foi referencial mínimo pois davam 100% da renda.

 

Novamente o escritor enfatiza os dízimos em passagens que NADA tem a ver com o mesmo! A passagem de 2 Co 9.7 citada pela revista é arma contra eles mesmos pois diz "...segundo propôs no seu coração...". Se eu ter que dar 10% do meu salario isso é o que eu propus no meu coração? Sem contar que Paulo diz "...Não por nescessidade..." justamente o contrário dito pelos pastores que dizem ser "nescessário e indispensável a entrega dos dízimos". Curioso também a revista colocar a parte que diz "...Deus ama ao que dá com alegria". Eu tendo a carga de todo mês dar 10% da minha renda para a igreja, dar ofertas "alçadas" e ainda contribuir com festas, cestas básicas construções dos templos e por ai vai, isso é alegre? Se eu desse o que minha igreja pede creio que ficaria com uns 40% da minha renda ou menos. Como fazer valer o versículo "dá com alegria" nessas condições? Isso não é dar com alegria e sim por obrigação e por pressão psicológica da direção da igreja.

Nessa parte da revista o autor escreve algo que está corretíssimo pois ele está comparando os sacrifícios do antigo testamento para impor o dízimo. Será que nossos irmãos fazem o sacrificío de Abel? Assim como o dízimo, o sacrifício veio antes da lei, tornou lei e foi comentado no novo testamento. Veja também que a revista está dizendo que Abel foi um dos mais perfeitos tipos(fato ou personagem do Velho Testamento que se considera como símbolo de algum fato ou personagem do Novo-enciclopédia Barsa) de Cristo.

Na próxima página você verá os argumentos sobre Mt 23.23. Verá também a falsa promessa que fazem e a conclusão da revista sobre tal assunto.

 

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20-05-2008